Abro um sorriso quando ninguém o faz. Me fecho quando todos entram em ritmo de festa. Me ausento de mim em grande parte do tempo, e viajo. Durmo sem travesseiro, acho muito desnecessário. Acordo com dores nas costas. Aliás. Durmo, como, sento, levanto, brinco, descanso, amasso, faço, desfaço, canto. Com dores nas costas. Tenho uma hérnia de disco aos dezessete anos. O nome do blog é uma mera coincidência, apesar de eu o considerar agora como uma parte de mim, não só física.
Tenho sentimentos, como qualquer outro humano. Apesar de na maioria das vezes, não saber o que devo sentir. Acabo me distanciando das pessoas dessa forma. Isso se tornou um escudo. Uma "proteção" que de vez em quando se torna chata. Se eu fosse escolher como me sentir, escolheria ser mais extrovertido quando se deve. O problema é que tudo ao contrário.
Sou canhoto. Apesar das estatísticas dizerem que eu morrerei antes, e que tenho mais medo do que destros, ainda estou vivo. Não que eu tenha que me gabar por isso. Talvez eu me gabe apenas pelo fato de fazer a maioria das coisas com a mão esquerda. É bem mais legal. As coisas às avessas são muito mais especiais.
Meus hábitos são normais em comparação ao que gostaria que fossem. Acordo cedo, durmo cedo de segunda à sexta. Dedico meus fins de semana a minha namorada. É sempre bom estar com ela. Dedico a maioria de meus textos a ela, mesmo que não sejam lá essas coisas. Pelo menos é o que tenho à oferecer.
Gosto de estudar. Mas o que me interessa. Não vejo o porquê de estudar qualquer ciência sem uma vontade ou aptidão. Me interesso por assuntos históricos e controvérsias. Me interesso por religião, embora não goste de seguir alguma. Me interesso por muitas áreas estudiosas. Mas isso não vem tanto ao caso.
Gosto de tatuagens. De música boa. De escrever. De massagem. De comida japonesa. De ouvir música clássica ao ar livre. De conhecer gente inteligente. De ler. De escutar, tocar, ver e sentir. Gosto do interno e externo. Gosto do cheiro das bóias de plástico. Gosto do barulho do teclado. De pisar descalço. De fazer careta para o espelho. De sentir frio. Gosto da palavra aleatório. Gosto de números. Gosto de letras. Gosto de desenhos. Gosto de assistir filme com o meu pai. De deitar abraçado com minha mãe. De fazer cafuné em minha namorada. Gosto de xadrez. Gosto de jogar videogame. De ficar no computador até altas horas. Gosto do gosto que o café deixa na boca após algumas horas. Gosto de me sentir anestesiado. De acordar depois de ter dormido em cima do braço. De sentir meus pés frios. De tomar banho quente. Gosto de fotos, filmes, quadros e livros.
Não gosto de futebol. Nem de cheiro de pneu queimado. De dor nas costas. De sensação de me sentir incompleto. De ter sede de madrugada. De frio na barriga. De pipoca doce. De jiló e derivados. De suor. De calor. Enfim. Não gosto de dizer o que não gosto.
Às vezes me pego pensando em como deve ser torturante, mas ao mesmo tempo um alívio, ser um ignorante total.
Não pensar nos problemas é tão ludibriante e tão gostoso.
Não pensar nos problemas é tão ludibriante e tão gostoso.
Queria nunca ter tido ideia alguma de nada. Queria ser sempre um bobo alegre. Um à toa na vida.
Gostaria de ter a oportunidade de sair de mim.
O que sou agora já não importa mais. O que importa é quem eu serei para mim daqui um tempo. O que eu ainda sou e o que eu deixei de ser.
O que restará de mim, a não ser meu nome?
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